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NADANADANANDANDANDANANANADA
Em parceria com:
Duração: 35 min.
Lotação: 40 pessoas
Uma mulher lê. Percorre o espaço manipulando um rolo de papel monumental, cuja extensão desordenada impõe uma coreografia de atrito. A voz é o elemento que conduz a ação pelo espaço, numa leitura espiralar que não busca a progressão semântica ou dramática, mas a saturação através da insistência da fala diante da bagunça do papel. A palavra escrita perde a sua linearidade para se tornar matéria acumulada. O texto sobre o nada desdobra-se como uma entidade volumosa, tensionando a relação entre o corpo e o suporte, em que o nada se apresenta não como ausência, mas como esgotamento.
Texto e performance: Betina Juglair
Outros em
Serralves







