VOLTAR

Chloé Moglia / Cia Rizhome
La Spire
Imagem Preset XL
01 Junho
21:00
Artes Performativas
Clareira das Azinheiras

"La Spire” nasceu do desejo de Chloé Moglia implementar a suspensão tendo o céu como cenografia e organização espacial. A artista idealizou uma estrutura-escultura, leve e monumental, materializada numa espiral de fio de aço, formando três loops sucessivos de sete metros de diâmetro, com cerca de dezoito metros de comprimento. Nesse espaço de suspensão e suspense, habita um grupo de mulheres, seis acrobatas que convidam o público a seguir a evolução ascendente desta espetacular acrobacia aérea. Força, energia, tenacidade e determinação coexistem com delicadeza e sensibilidade. Marielle Châtain, música multi-instrumentista, acompanhada com o seu saxofone barítono e algumas máquinas de som, contribui para desenhar o espaço e o tempo musical d’A Espiral.

Direcção artística e cenografia: Chloé Moglia

Acrobatas: Mathilde Arsenault-Van Volsem, Fanny Austry, Carla Farreny Jimenez, Anna Le Bozec, Océane Pelpel et Chloé Moglia

Concepção técnica e produção do dispositivo: Eric Noël et Silvain Ohl

Criação musical: Marielle Chatain

Conceção do dispositivo sonoro: Gilles Olivesi

Proponho situações propicias à observação ao vivo. Concentro-me particularmente nas curvas de densidade e na evanescência, no peso e na leveza, em conexão com um espaço de tempo dilatado. Tento propor um quadro de observação e atenção para acentuar os mais ínfimos detalhes. A prática de suspensão que sublinha e desenha o paradoxo da força e da fragilidade é um meio eficaz para ampliar a intensidade do ao vivo, no aqui e agora. Uso-a como geradora de significados e de densidade.
Chloe Moglia


Chloé Moglia nasceu em Perpignan, França. Aprendeu Trapézio na CNA e Artes Marciais com Jean-Michel Chomet. Em 2009, funda a associação Rhizome na Bretanha, apoiada pela BNP Paribas Fundation, pela Region Bretagne e pelo Ministry of Culture (DRAC Bretagne) para o desenvolvimento dos seus projetos artísticos. Nos últimos anos, Chloé Moglia integra a prática de artes marciais no seu pensamento artístico e o confronto com o vazio torna-se numa obsessão e base para o seu trabalho de experimentação. Este confronto gera significados e oferece questões silenciosas que fundam a base dos seus espetáculos e performances. As suas criações a solo mais relevantes são: Nimbus (2007), Rhizikon (2009), Opus Corpus (2012) e as suas criações colaborativas são: Le Vertige (Vertigo-2012) com Olivia Rosenthal, Aléas com cinco acrobatas aéreos (2014-2015). Em 2015, iniciou uma nova criação intitulada de Carla (trio) e Ose, em 2016.

Chloé Moglia é artista associada da Scène nationale d’Evry e l’Essonne, Centre des Monuments Nationaux e do CCN2 – centre chorégraphique de Grenoble.


Próximas sessões:
02 Junho | 21:00