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Plataforma 285
Os Livros do Rei
Imagem Preset XL
02 Junho
17:00
Artes Performativas
Celeiro

Parceiro

Câmara Municipal de Torres Vedras

Este é um espetáculo, criado para a infância (idade do pré-escolar), a partir do livro homónimo do escritor David Machado e que conta com as ilustrações do Gonçalo Viana. Neste conto, depois de um terramoto que culmina com a morte do rei e a destruição completa da cidade, sucede ao trono o jovem príncipe, um apaixonado pela literatura e um crente na possibilidade de criar um mundo melhor a partir das imagens maravilhosas que guardava das suas leituras. Quando lhe perguntaram como deveria ser a cidade reconstruída, respondeu em primeira instância “igual à que tínhamos antes, mas melhor (…) Uma que não se desmorone com os terramotos, claro”. Mas a partir desse momento começou a traçar os mais incríveis planos para este reino, tais como “casas com telhados de cor dos dias de sol”, “muralhas que chagassem tão alto como os sonhos das crianças”, “ruas que permitissem a qualquer pessoa chegar depressa ao coração de quem ama”, “pontes sobre as quais fosse possível alcançar o futuro”, “uma praça onde se pudessem encontrar todos os tipos de felicidade”. Mesmo trabalhando arduamente para projetar as ideias do jovem Rei, pintores, arquitetos, botânicos e outros súbditos não conseguiam encontrar uma concretização real para esta cidade utópica. Levaram, então, este problema ao jovem rei, que lhes pediu para lhe contarem as ideias que tinham tido a partir das premissas que lhes tinha dado. “ É verdade, não são ideias perfeitas. No entanto, são grandes ideias. Terão de servir. (…) Hoje, passados tantos séculos, nem os campos nem a cidade são como aquele jovem rei teria desejado, mas o reino é bonito e as pessoas gostam de lá viver. (…) Além disso (…) há quem diga que os telhados das casas são da cor dos dias de sol”. Tendo esta história como base, este é um espetáculo sobre reconstrução sobre a destruição, a possibilidade de sonhar o impossível, a arquitetura, sobre não haver nenhuma impossibilidade na arte e sobre o papel desta na construção do amanhã. Este grupo criativo, constituído pelo performer e criador Raimundo Cosme, pelo ilustrador (e aqui também, cenógrafo) e pelo autor David Machado, trabalha assim, pela segunda vez em conjunto, de forma a criar um projeto que habita entre a literatura, o teatro e a ilustração. Esta foi também a premissa do seu projeto anterior. “Parece Um Pássaro”, feito a convite do Serviço Educativo do Teatro Maria Matos, em Lisboa, em 2015, e que está em digressão até ao presente, passando já por dezoito cidades. Quatro festivais, representando durante um ano pela Arte em Rede e considerando pela revista Timeout Lisboa como um dos espetáculos a não perder em 2016.

Criação e interpretação: Raimundo Cosme

Cenografia: Gonçalo Viana

Texto: David Machado

Sonoplastia: Van Ayres

Design de Luz: Sara Garrinhas

Direcção de Produção: Raquel Bravo