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Rian Treanor
Imagem Preset XL
02 Junho
01:30
Música
Ténis

Rian Treanor re-imagina a interseção entre a club culture, a arte experimental e a música de computador, convergindo num cativante e sofisticado universo musical pleno de componentes fraturados, ritmos angulosos e geometrias assimétricas. O seu álbum de estreia, “ATAXIA”, lançado em março deste ano com selo da Planet Mu, surge após uma série de singles para a Death of Rave e para a Arcola (subsidiária da Warp Records), assim como atuações no Boilerroom x Genelec, Nyege Nyege Festival e tournées na Índia, entre outras apresentações em clubes, festivais e instituições europeias de referência.

O título “ATAXIA” significa a perda parcial do controle dos movimentos corporais, relacionando-se com a intenção de Treanor em “fazer com que o corpo das pessoas se mova de formas imprevisíveis”. O músico explica que os elementos dos temas surgiram gerando e reestruturando uma série de eventos irregulares ou desestabilizando padrões constantes, expressando igualmente o interesse na exploração de opostos: “fluidez e sincopação”, “sistematização e imprevisibilidade”, “redução e extremos”, “simetria e irregularidade”, “easy listening e brutalidade”. Apesar do pano de fundo conceptual, a música não é demasiado pensada, dela emanando uma alegria e vivacidade imediatas. “ATAXIA” configura-se entre o garage britânico híper-cromático e o footwork pontilhístico, afirmando Treanor como uma voz tanto disruptiva como essencial na cena underground da música eletrónica de dança.